Sam...


Dizem que a gente tem o que precisa. Não o que a gente quer. Tudo bem. Eu não preciso de muito. Eu não quero muito. Eu quero mais. Mais paz. Mais saúde.Mais dinheiro. Mais poesia. Mais verdade. Mais harmonia. Mais noites bem dormidas. Mais noites em claro. Mais eu. Mais você. Mais sorrisos, beijos e aquela rima grudada na boca. Eu quero nós. Mais nós. Grudados. Enrolados. Amarrados. Jogados no tapete da sala. Nós que não atam nem desatam. Eu quero pouco e quero mais. Quero você. Quero eu. Quero domingos de manhã. Quero cama desarrumada, lençol, café e travesseiro. Quero seu beijo. Quero seu cheiro. Quero aquele olhar que não cansa, o desejo que escorre pela boca e o minuto no segundo seguinte: nada é muito quando é demais.

(Caio Fernando Abreu)
Sam...
 Uma mistura de sentimentos
dentro de mim neste momento,
mas vou deixar se sobressair apenas os bons,
apenas os que trazem a felicidade.

- Caio Fernando Abreu
Sam...


E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele sol, e todo o meu passado se pôs junto com você. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.

(Tati Bernardi)
Sam...


Se for verdadeiro vai acontecer, independente de tempo e distância. 

- Cazuza
Sam...

Sonhei que você sonhava comigo.
Parece simples, mas me deixa inquieto.
Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo capaz de atravessar
— mentalmente, dormindo ou acordado —
todo esse espaço que nos separa e de alguma forma que não compreendo,
penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos
para criar alguma situação onde no fundo da sua mente,
eu passasse a ter alguma espécie de existência.

Caio Fernando de Abreu
Sam...


Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém...
Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim...
E ter paciência para que a vida faça o resto...
Sam...



"Pode dizer...diz pra eles que ela é de riso, abrigo mas também de drama e "tô de mal."
Diz que ela é de estragos durante abalos sísmicos mas sabe ser arco-íris depois do temporal.
Avisa que ela é de gênio forte, voz, vez e opinião, mas que esconde um coração sensível que não resiste a pessoas que sabem conquistar sua alma.
Diz pra eles que ela é pra poucos, loucos, imperfeitos mas bons. Conta que um escrito, até mesmo um SMS, é capaz de transformar seu humor, que aparência não lhe apetece mais que essência, que surpresa, mãos dadas e paparicos são seus pontos fracos e que ela é mal acostumada com coisinhas que benditos filmes lhe fizeram acreditar. Diz que ela tem mais medo de atravessar rua do que pagar pra ver os resultados incertos de seus desafios. E não esquece de contar que por trás da pouca maquiagem e muita ironia, ela é, sobretudo, realidade querendo virar sonho!"
Eu?
Sam...

Cansada. Cansada deste lugar, de te alugar e de você não gastar um segundo qualquer pra ligar pra esse meu desassossego. Só diz que me entende, que vai passar. Mas eu, não podia mais, cansei. Cansei de não encontrar abrigos, desses meus idealizados. Desses de parar o mundo, o expediente, o trânsito, pra ouvir o outro chorar, apenas. Cena de cinema? Talvez, mas ainda asim, resolvi partir. Deixo a doçura que ainda existe em mim. A doçura que você não encontraria em qualquer lugar ou outra pessoa que esbarrasse nas esquinas da tua vida. A doçura que você nem sempre encontra na minha língua porque meus sentidos são cítricos e volúveis demais pra te fazer identificar as ternuras raras do meu paladar. Mas sei que ela haveria de lhe faltar, então dentre as coisas que recolhi, deixo ela, a doçura, aqui, no amor, que ainda não passou. Deixei em forma de flor pra você lembrar de todas as rosas roubadas do muro vizinho, aquelas que costumavas trazer nas mãos em segredo, em suspense para, de surpresa e sorrindo, encaixá-las no meu cabelo, como um gesto fatídico e estrategicamente infalível de dizer "desculpa, por tarde chegar". Pois bem...cansei também de esperar. Por suas cartas, suas palavras, seu grito de fascínio que me fizesse aquietar. Um discurso, um exagero? Cansei de esperar. E esperar, mon amour, é tudo que desobedeci aprender, anos e danos atrás. Então, com medo de dissabores, que meus temores e angústias são capazes de causar, decidi arriscar voar. Arrisquei o beijo, o jeito, o jeito só meu, só teu, tão nosso e de mais ninguém. Sabe? Então, pensei, ensaiei e veja só minha coragem, arrisquei deixar pra lá. Vesti meu figurino de viajante fugaz, fiz meu make-up de desapego e então, ainda no camarim, os espelhos refletiam uma menina destemida e obstinada, preparada. Repetia o texto: "cansei, vou deixar pra lá". Senti um frio estranho no estômago. Estranho. Muito estranho. Não eram minhas amigas borboletas. Era um arrependimento em aviso prévio, uma saudade sem tempo hábil pra existir. Era medo. Medo. E flashes dos momentos que sim, nos demos motivos pra ficar, vieram como mensageiros prenunciar uma possível guerra sem fim dentro de mim caso eu desse o passo que decidira dar. Me chamaram de exigente, assim na cara dura. Tornaram nítidos os tantos entre tantos que alargam nossos horizontes e lançam fora o hesitar. E quando cheguei ao palco para a grande cena da partida, da menina que resolveu arriscar, eu - até ali intrépida, destemida e decidida - desisti desta coisa de deixar pra lá. Não me aventurei, não me atrevi arriscar. Chamei o medo de amor, te abracei pra nunca mais soltar e cansei. Cansei de atuar...


Sam...

Não falo de jantares a luz de velas, pelúcias gigantes, chuva de petálas, serenatas cinematrográficas ou presentes com datas e horas marcadas pra alcançar as mãos e os olhares fascinados de seus destinatários. Não falo de frases prontas, poemas ensaiados e recitados ao pé do ouvido à meia luz ou em pleno banho de chuva. Nem tão pouco papéis assinados seguidos da duvidosa jura que torna a morte a única vilã capaz de separar os amantes. Eu falo é de impossibilidades, de riscos, surpresas e provas em que o sentimento é posto todos os dias. Falo do amor improvável driblando a lógica da razão, contestando teorias, rumores, estatísticas e prazos determinados. Defendo os amores mal resolvidos como premissas de um eterno laço invisível, cheio de desassossegos, espasmos e contradições do que é posto como natural no verbo amar e todos os seus tempos. Amor é sim atemporal. Desmedido e desobediente. Por isso grito pelo amor desafiante, apressado pra se realizar, mas atento aos detalhes, observador padrão. Daqueles que acontecem o ano inteiro, não daquele rito cômodo, no mês de junho quando o consumo dita ordens e é pecado não amar. Levanto bandeira pros que desafiam a ordem do amor passivo, que espera um sinal, um luar, uma certeza, um sei lá mais o quê pra acontecer. Prefiro os amores de noites inteiras ou fins de tarde chuvosas como condição de gastar infinitas horas por baixo (ou por cima) de um edredom quente, sempre quente, ou em ebulição. Sou adepta dos telefonemas fora de hora com todos ou nenhum motivo pra acontecer, do cuidado cotidiano, do ócio compartilhado, dos beijos, abraços e amassos desavisados, não como selantes de uma briga mas como partes dela, contraditoriamente etapas de um confronto. Afetos e afagos em banco de praça, acampamento no meio da sala, dança improvisada. Declarações imprevisíveis, inéditas, impensáveis até pelo próprio fomentador, traído pelo coração tagarela. Eu prezo o amor que é gasto com prazer, que é escasso, raro e inquieto. Tenho preguiça do que é a prazo, do lento, do morno abrandado com soprinhos. Faço passeatas é pelo amor singular, especial, que tem pressa, fome e sede de ser. Não pra ser breve mas porque não se contém. Aquele que derruba os limites das quatro paredes e grita aos sete cantos a quê veio, que não pára na primeira topada pra ajuste de falsos moralismos ou pra consenso de olhares de reprovação. Sou fã de amores de verão que duram todas as estações, de encontros não permitidos e conquistas diárias sagradas por suas singularidades. De gestos que entregam a intensidade, o nome, endereço e RG do sentimento sem medo de denunciá-lo abertamente. Bato palmas é pros amores de fim de dia estressante, comida pronta pra dois, duas taças ou uma adega inteira de vinho tinto pra eternizar datas inventadas pra somar.
A receita eu não tenho, mudo as medidas a cada refazer. Mas fica a dica a quem tem coragem de experimentar este novo prato do menu, tão diferente do nosso de cada dia: se lambuze, se permita, repita, só não deixe esfriar. É receita desandada, bolo que não cresce. E o amor é o prato principal, merece atenção. Então se adiante, não espere que este venha no final, como sobremesa. Sirva, sirva-se, enquanto quente, porque o paladar de corações intensos e a sensação de satisfação é urgente demais pra esperar o amor e todos os seus sabores virem à mesa.
Sam...
...que você acha nojento fosse exatamente o que chamam de amor?

[Caio Fernando Abreu]



Às vezes, tenho vergonha de ser Brasileira...

Sam...


Cada volta é como um recomeço, é como se fosse a primeira vez. Cada palavra dita sem pensar é dissolvida e deixa de existir ao ouvir um simples  ’te amo’.
É isso que me prende tanto à você, é isso que me faz querer voltar sem ao menos ir, porque sei que vale à pena, por você sempre vai valer.

Não deixe para depois. Depois é um tempo sempre duvidoso. Depois é distante daqui.
Depois é sei lá.

(Ana Jácomo)
Sam...


Pra ficar perto não precisa de mais do que vontade. Arruma um horário vago aqui, um tempinho ali, manda uma mensagem, um toque, uma frase, um beijo. Basta querer, basta gostar, basta ter sentimento. Isso eu tenho de sobra, e se quiser eu não me importo em dividir com você.
Sam...



“Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o vôo…”


Caio Fernando Abreu
Sam...


Mas agora tá tudo bem. Aprendi que quanto mais superficialmente você costura uma relação, menos chance há de se afogar. Navegar é preciso, o negócio é não faltar nas aulas sobre como boiar em águas nem doces nem salgadas. Hoje posso dizer convicta que prefiro o clarão das aparências que a penumbra de mergulhar fundo, sem saber como respirar abaixo do chão. Agora, como boa marinheira de incontáveis viagens, finalmente sei como desatar nós.

[Gabito Nunes]
Sam...

 

Houve um tempo em que eu achava saber a resposta: Significa que eu iria pensar nela mais do que em mim mesmo, e passaríamos o resto de nossas vidas juntos. Não seria difícil.

Não parece tão absurdo,certo? Quando duas pessoas se amam? Foi também o que pensei. E enquanto uma parte de mim ainda quer acreditar que isso seja possível, sei que não vai acontecer.



[NicholasSparks in QueridoJohn]
Sam...


Talvez não exista um motivo real e lógico, ou talvez nem exista sequer um motivo, mas, meu Deus! Como você me dói de vez em quando. E como me dói ultimamente. E já não sei mais agir diante da sua indiferença, a não ser com uma indiferença ainda maior. E orgulho. Não é que não doa.


 [CaioFernandoAbreu]